História I
Antes mesmo de Boogie ter uma identificação de prisioneiro, ele já era uma lenda na cena underground de hip-hop. Um boombox dos anos 80 era sua marca registrada, e o microfone seu cetro. Das festas de quarteirão no Brooklyn aos shows em armazéns no Queens, ele personificava o que significava ser o Rei das Ruas. Mas quanto maior o palco, mais inimigos ele fazia. Uma apresentação sabotada o colocou atrás das grades.
História II 🔒 1★
A prisão não silenciou Boogie. Ela lhe deu uma audiência maior. Ele reconstruiu seu boombox usando peças da oficina da prisão e fez sua primeira apresentação durante o horário do pátio. No início, os guardas tentaram confiscar seu equipamento, mas o tumulto dos prisioneiros foi alto o suficiente para fazer tremer as janelas da sala de vigilância.
História III 🔒 2★
Sua música era mais que entretenimento. Graves de baixa frequência podiam rachar concreto, enquanto ondas sonoras poderosas faziam hordas de inimigos cambalearem. Este poder bruto do ritmo era sua energia única, nascida das ruas e forjada no palco. As paredes da prisão não eram páreo para suas batidas. Mesmo assim, ele escolheu ficar, porque havia pessoas atrás daquelas paredes que precisavam de sua música.
História IV 🔒 3★
Quando Boogie chegou à Ilha dos Banidos, ele desceu do caminhão de transporte com seu boombox no ombro, exibindo um sorriso de dente de ouro como se estivesse subindo ao palco. Quando a fita começou a girar e Boogie ergueu o microfone, prisioneiros e guardas se viram se movendo no mesmo ritmo. A música se tornou a única coisa capaz de passar através das barras de ferro. E para Boogie, a turnê estava apenas começando.